Arcade Fire – Meditação sobre a vida suburbana

Arcade Fire é esse tipo de banda; escura e imprevisível, explosiva e moderada, preocupada pela situação global e imersa no seu próprio mundo, tão cheia de sons dolorosos que aparentam desolação, no entanto é a única que oferece um futuro promissor.
arcade fire
Justo nestes momentos é o grupo mais esperado, tanto que parece euforia criada pelos meios, mas é importante lembrar que a viagem do grupo canadense da escuridão underground ao glamour nas listas de popularidade, foi uma trajetória decididamente diferente à de muitos dos pesos pesados da indústria da música, foi mais um feliz acidente que uma tentativa finamente orquestrada.

Razões há muitas para segui-los, começando porque o grupo se manteve honesto, não tem traído o que eles chamam seu DNA de banda ao vivo e não hão quebrado seu laço emocional com cada uma das canções que produziram, principalmente porque desde o dia um decidiram ter o controle de seus próprios direitos. Os sete integrantes de Arcade Fire sujeitam firmemente seu destino: possuem seu próprio estudo, são donos das gravação e têm os direitos de distribuição; formam sua música em diferentes partes no mundo, território por território; se negam a ser patrocinados por grandes corporações, não se emprestam a concertos privados e se mantiveram afastados da colocação comercial.

De Funeral e Neon Bible a The Suburbs

Sua história sempre foi só deles e eles decidem como contá-la, não permitem que nenhum elemento externo se transforme no seu narrador. Talvez há situações que não podem controlar, por exemplo o fato de que ainda com a aclamação geral da crítica, sua estréia não foi um dos álbuns mais vendidos do ano 2005.
Arcade Fire fez algumas mudanças entre esses dois discos, mas manteve sem mudança seu melhor elemento, seu oceano de sons, que afortunadamente foi transmitido integralmente a seu terceiro álbum, The Suburbs, um novo capítulo mais ainda fascinante e complexo pela série de ciclos que se enredam baixo a magia e mistério que rodeia ao grupo.

Na nova produção percebemos partes de Funeral e Neon Bible, as robustas regras de cordas de Regine Chassagne se mantêm, mas amadureceram para progressões e cascatas de sons capazes de criar uma cadência de expansão ou implosão. No primeiro disco a banda lutava com a morte e suas conseqüências, e no segundo olhava para o exterior desde uma perspectiva visceralmente norte-americana. No terceiro a situação é mais próxima aos integrantes do grupo e seus passados individuais, é uma meditação sobre a vida suburbana com sons em territórios previamente inexplorados.

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